“O que vou te dizer é segredo. Uma conspiração que vai além de todos nós. Há um grupo de pessoas que manda no mundo secretamente. Estou falando daqueles que ninguém conhece. Daqueles que são invisíveis. Aqueles poucos que brincam de Deus sem permissão. E agora acho que eles estão me seguindo” - Elliot Alderson.
Mr. Robot é aquele sopro de criatividade e inteligência que, de vez em quando, aparece na TV americana (como Breaking Bad, Homeland, entre outros). essa série criada por Sam Esmail que inspirado nos ataques hackers que aconteceram contra a Sony, é o mundo hacker sem o glamour que outras mídias tentaram fazer desse mundo underground.
Elliot (Rami Malek) é um jovem programador que trabalha como engenheiro de segurança virtual durante o dia, e como hacker vigilante durante a noite. Elliot se vê numa encruzilhada quando o líder (Christian Slater) de um misterioso grupo de hacker o recruta para destruir a firma que ele é pago para proteger. Motivado pelas suas crenças pessoais, ele luta para resistir à chance de destruir os CEOs da multinacional que ele acredita estarem controlando - e destruindo - o mundo.
Fugindo dos clichês criados por Hollywood do que é ser um hacker. Elliot te coloca dentro da própria cabeça e mostra seu dia-a-dia, retratando no plano de fundo de forma fiel a fobia-social. Ele põe abaixo a ilusão de controle que temos de nossas próprias vidas. Mostra como a mídia social e as grandes corporações nos manipulam e ditam quem devemos ser/como temos de agir.
Eu já imaginava, de certa forma, como seria o final da temporada, mas a série ainda conseguiu me surpreender e me prender de forma intensa com todos os conflitos criados e a história muito bem elaborada. Posso dizer, com toda a certeza, que é a melhor série que já vi e continuará sendo por um bom tempo.
Além disso a "áurea" de anos 80 daqueles tipos de filmes de conspiração e a música que consiste em sintetizadores (até o logo da série lembra os vídeo games antigos) traz um charme para a série. Os personagens coadjuvantes também são interessantes e intensos como Tyrell Wellick (Martin Wallström) que mostra o feroz mundo corporativo em que está inserido. A cena onde ele espanca um mendigo para "aliviar a tensão" nos faz refletir sobre a desumanidade do mundo contemporâneo.
Se você quer uma série que te faz refletir e não apenas consumir, recomendo e muito essa surpresa.
Pra quem gosta de: Fight Club, Matrix, Os homens que não amavam as mulheres e Dexter.













