terça-feira, 10 de novembro de 2015

Mr. Robot: revolução, anarquia e demência "O que é real?"




“O que vou te dizer é segredo. Uma conspiração que vai além de todos nós. Há um grupo de pessoas que manda no mundo secretamente. Estou falando daqueles que ninguém conhece. Daqueles que são invisíveis. Aqueles poucos que brincam de Deus sem permissão. E agora acho que eles estão me seguindo” - Elliot Alderson.


Mr. Robot é aquele sopro de criatividade e inteligência que, de vez em quando, aparece na TV americana (como Breaking Bad, Homeland, entre outros). essa série criada por Sam Esmail que inspirado nos ataques hackers que aconteceram contra a Sony, é o mundo hacker sem o glamour que outras mídias tentaram fazer desse mundo underground.

Elliot (Rami Malek) é um jovem programador que trabalha como engenheiro de segurança virtual durante o dia, e como hacker vigilante durante a noite. Elliot se vê numa encruzilhada quando o líder (Christian Slater) de um misterioso grupo de hacker o recruta para destruir a firma que ele é pago para proteger. Motivado pelas suas crenças pessoais, ele luta para resistir à chance de destruir os CEOs da multinacional que ele acredita estarem controlando - e destruindo - o mundo.



Fugindo dos clichês criados por Hollywood do que é ser um hacker. Elliot te coloca dentro da própria cabeça e mostra seu dia-a-dia, retratando no plano de fundo de forma fiel a fobia-social. Ele põe abaixo a ilusão de controle que temos de nossas próprias vidas. Mostra como a mídia social e as grandes corporações nos manipulam e ditam quem devemos ser/como temos de agir.

Eu já imaginava, de certa forma, como seria o final da temporada, mas a série ainda conseguiu me surpreender e me prender de forma intensa com todos os conflitos criados e a história muito bem elaborada. Posso dizer, com toda a certeza, que é a melhor série que já vi e continuará sendo por um bom tempo.

Além disso a "áurea" de anos 80 daqueles tipos de filmes de conspiração e a música que consiste em sintetizadores (até o logo da série lembra os vídeo games antigos) traz um charme para a série. Os personagens coadjuvantes também são interessantes e intensos como  Tyrell Wellick (Martin Wallström) que mostra o feroz mundo corporativo em que está inserido. A cena onde ele espanca um mendigo para "aliviar a tensão" nos faz refletir sobre a desumanidade do mundo contemporâneo.



Se você quer uma série que te faz refletir e não apenas consumir, recomendo e muito essa surpresa.


Pra quem gosta de: Fight Club, Matrix, Os homens que não amavam as mulheres e Dexter.








Documentário "Montage of Heck" para os fãs de Kurt Cobain é mais do mesmo


Vazou a poucos dias o documentário muito aguardado e aclamado pela crítica "Montage of Heck" o primeiro oficial sobre a vida de Kurt Cobain, o filme dirigido por Brett Morgen e estreia nos EUA pela HBO e aqui no Brasil em breve em alguns cinemas.

Brett trabalhou 8 anos nesse filme, com acesso total a material inédito como ele mesmo descreve:
"Assim que me deparei com os arquivos de kurt, descobri mais de 200 horas de música e áudio nunca divulgados, uma vasta coleção de projetos artísticos - pinturas a óleo, esculturas - horas e horas de vídeo caseiros nunca vistos, e mais de 4 mil páginas de escrituras que, juntos, ajudam a criar um retrato íntimo de um artista que raramente se revelava à mídia" declarou o diretor.

O filme traz novidades com relação a sua forma de mostrar o cotidiano de Kurt em forma de graphic novel que pra mim é um dos pontos altos da produção, o problema fica com o conteúdo que qualquer fã sabe sobre a vida de Cobain, as entrevista com a mãe, por exemplo, parecem ensaiadas e se nota o desconforto de Krist Novoselic (baixista do Nirvana e amigo de Kurt) e de Courtney Love que pelo nervosismo fuma um cigarro atrás do outro.

Além disso os vídeos caseiros de Kurt também fará qualquer fã se emocionar, que vão desde vídeos de Kurt criança (com 2 anos de idade) e outros já no auge do Nirvana, como as brincadeiras com Frances, filha de Kurt, mais há também momentos de tristeza, quando Kurt visivelmente chapado de heroína segura sua filha para cortar pela primeira vez o cabelo de Frances, Kurt é indagado por Love "você está chapado" e Kurt responde "Só estou cansando!"

Acho que após esse documentário não há nada mais a acrescentar a sua extensa bibliografia (seja com livros ou documentários) após isso devemos deixar Cobain em paz, e ficar com sua música que é o que mais importa na verdade.

Trailer:


quarta-feira, 15 de abril de 2015

Maioridade Penal: Uma questão complexa



Está em discussão no congresso sobre a maioridade penal de 18 para 16 anos, esse é um tema polemico e complexo de se discutir e envolve questões passionais, culturais e religiosos. Vendo nas redes sociais de páginas que são contrárias a maioridade penal são massacradas por pessoas que já sofreram algum tipo de transgressão por menores.

Ferreira Gullar também entrou no tema discordando de um ministro do Supremo Tribunal Federal onde falou que a "cadeia não conserta ninguém" e a resposta de Gullar é de uma límpida clareza sobre as razões que tal ministro discorda: "Minha surpresa decorre do fato de que melhorar, educar os jovens não é a função da cadeia e, sim, da escola. Se a cadeia conseguir educar, tanto melhor, mas sua finalidade precípua não é essa e, sim, a de afastar o criminoso do convívio social para preservar a segurança e a tranquilidade dos demais cidadãos."

A questão também central é os jovens que cometem os crimes sabem que estão cometendo? Esse é uma resposta até fácil de responder, já que as informações são bem disseminadas rapidamente, outra questão de que a cadeia não resolveria tais casos e sairiam das cadeias piores que entram também deve-se colocar em "check".

Uma maior discussão com argumentação fundada e precisa, deve ser feito com a população não apenas no congresso, restrito a pessoas que deveriam representar o povo, mais outro ponto a se questionar e a forma de punição, que é restrita a cadeia, e por que não pensar em uma prisão de trabalho como colonias agrícolas onde se manteriam ocupados o dia inteiro e não apenas trancados em quartos, pois a reincidência desses criminosos é grande (ou seja a volta para o crime).

Essas questões devem ser argumentativa e uma participação popular, que não seja apenas fundado em pensamentos individuais sobre esse assunto complexo.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Somos pessoas diferentes no real e no virtual?



As atuais formas de representação que temos de nós mesmo, como diz Roger Chartie (O Mundo como representação) uma representatividade virtual faz com que eu questione as redes sociais como (o próprio nome diz "sociais") mais aí vem a questão, somos pessoas diferentes no real e no virtual?

Com a atual conjuntara que as redes trouxeram no "bum" da tecnologia e principalmente no acesso à internet no Brasil, ou seja, a facilidade e o acesso à preços baixos (digo baixo comparando ao começo do acesso a rede no começo dos anos 90) que era caro e de uma lentidão enorme.



Eu acessei no começo das primeiras salas de bate papo e também no antigo MIRC onde conversávamos com pessoas do Brasil inteiro sobre bandas, livros, e outras coisas, isso na adolescência até a aparição do Orkut, que pensava ser maravilhoso ter um perfil seu para que outras pessoas pudessem ver seus gostos e interagir com elas através dos bate papos, lembro que o começo do Orkut a pessoa só poderia te conhecer pra você ter esse perfil para poder entrar e tinha um site que burlava isso para que qualquer um pudesse entrar (era só mandar um e-mail).

Hoje temos o Facebook que também é um sistema de perfil e linha do tempo, o problema e ver pessoas compartilhando notícias plantadas e/ou inventadas ser ver a fonte das próprias, quer seja político, cultural e de fatos, e isso assusta.

Mais aí entra a questão será que conseguimos debater com as pessoas nessa rede social como se conseguisse falar pessoalmente? Isso é difícil de responder, mais posso dizer que conheço pessoas reais que são muito diferentes no virtual e fazem com que pense nessas questões.

Não quero fazer maniqueísmo aqui, longe disso, mas essas questões são pertinentes nesse "mar" que a internet é, e  que pode ter tubarões dizendo-se que são sereias!!!!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Quando os "pobres" de Silvia Pilz tem recurso de ir ao médico??




Este post é uma resposta sobre o "humor caustico" como ela se refere, a crítica sobre os pobres de procurar médicos, menos nos churrascos, isso é de uma desinteligência dessas declarações, claro ela deve ter uma vida confortável, com plano de saúde e outros benefícios que o dinheiro pode trazer.

O problema é qual o objetivo desse texto?? De dizer que tem "inveja" dos pobres? acho que não, me senti constrangido com tantos preconceito em um só texto, é isso que o jornalismo da editora Globo quer publicar??  Fazer um texto com critica sobre as "doenças inventadas" tudo bem, mais TODOS tem que ter direito a saúde de qualidade, e isso não tem no SUS e procurar um plano de saúde e o melhor caminho para um atendimento melhor.

Essa mostra de diferença que a jornalista quer ter com relação aos pobres é um problema crônico no Brasil, as classes não muito superiores sempre quer inferiorizar o "outro". E essa falta de humanidade faz com que as diferenças sociais sejam alarmantes.

Um texto raso que não deveria nem ser publicado, não sabe a realidade das pessoas, se querias fazer um texto de humor acho que não deu certo!!!!!!

veja o texto aqui: http://oglobo.globo.com/blogs/silvia-pilz/posts/2015/01/13/o-plano-cobre-558602.asp


Confira a também resposta do blog da historiadora Mary del Priori:
http://historiahoje.com/?p=4769

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Eli Heil: Artista Catarinense


"Entrego-te as asas da minha vida, só tu podes fazê-las bem coloridas. Caí bem em cima do teu telhado para voltar ao passado, Por isso estás sofrendo. Dei minhas asas até o fim, que elas voltem lindas para mim. Então voarei novamente, pousarei outra vez em tua mente, sacudindo por toda a vida, as asas feitas por ti, Eli, querida..."



Eli Malvina Heil nasceu em 1929, na cidade de Palhoça, Santa Catarina. Viveu sua infância e juventude no município vizinho de Santo Amaro da Imperatriz, tornando-se professora de educação física. Oportunamente, mudou-se para Florianópolis, onde lecionou em um colégio da capital, antes de dedicar-se integralmente à atividade artística.

Pintora, desenhista, escultora e ceramista autodidata, participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Realizou um trabalho único, de difícil classificação, que na XVI Bienal Internacional de São Paulo foi catalogado como “Arte Incomum” (Art Brut). “A arte para mim é a expulsão dos seres contidos, doloridos, em grandes quantidades, num parto colorido”.

Em seu processo de criação utilizou os mais diversos materiais (saltos de sapato, tubos de tinta, canos de PVC, etc.) e inventou inúmeras técnicas.

Confira algumas obras:








Documentário: